O Vírus na EB 2,3 D. João II- Atividade de Escape Room educativo

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“Esta sala onde nos encontramos foi atacada por um Vírus. Quando acontece um desastre como este, a porta tranca-se automaticamente. Se não fugirmos a tempo, uma tragédia vai abater-se sobre nós. Temos de encontrar o código que abre a porta de saída até ao final da aula ou ninguém escapará com vida”.

Esta foi a narrativa de suporte à atividade de Escape Room educativo elaborada pelo professor Jorge Pereiros, que decorreu no passado dia 3 de dezembro, tendo participado as turmas A e B do PIEF (na disciplina de Ciências Sociais), com o apoio do professor João Pedro Rodrigues e da Técnica de Intervenção Local Rosemeire Nascimento. No período da tarde participou a turma A do 9º ano de escolaridade (na disciplina de Geografia) da EB 2,3 D. João II, em Alvor,

Apesar da apreensão inicial, rapidamente surgiram reações de entusiasmo que perduraram até ao fim da atividade. Afinal, havia que fugir a um” terrível vírus”.

A aprendizagem ativa envolve ativamente os alunos no seu processo de construção das aprendizagens e pode englobar várias metodologias práticas, como o trabalho de projeto, a sala de aula invertida, ou a “gamificação” – onde se enquadra este Escape Room.

Há sempre a necessidade de trabalhar em equipa para desvendar vários enigmas que são apresentados sequencialmente, com o objetivo claro de, num determinado tempo, se conseguir decifrar o código, chave ou resposta que permite sair da sala onde estão, hipoteticamente, presos. O local escolhido foi a sala do aluno, em frente ao bar, devido às suas grandes dimensões.

A atividade teve início com os alunos a receberem um texto cifrado que começaram imediatamente a tentar decifrar, iniciando, então, um conjunto de micro-trabalhos de grupo de modo a superar cada obstáculo que ia surgindo, desde a identificação e localização de países e suas capitais, reconhecimento de património mundialmente famoso (como as pirâmides do Egito), relacionar e ordenar símbolos e cores codificados, analisar bandeiras, interpretar textos, identificar datas importantes, etc.

Só no enigma final foi possível descodificar o código que abriu a porta, permitindo a fuga à contaminação por parte do vírus.

No final, os alunos fizeram uma reflexão sobre o Escape Room e destacaram o “trabalho em equipa”, o “fazer puxar pela cabeça”, ser uma “aula mais livre”, ser “mais divertido que uma aula normal”, a “alegria em decifrar enigmas”, o “desenvolvimento de aprendizagens”. Como sugestões apresentaram ainda argumentos como “espero repetir” e “poderíamos realizar esta atividade no futuro com outras turmas”.

Foi assim alcançado o principal objetivo de envolver ativamente os discentes no seu processo de construção das aprendizagens, através de uma interação entre professor e aluno e entre alunos, de uma aprendizagem cooperativa e colaborativa e de uma avaliação formativa (para dar e receber feedback). O papel do professor foi o de facilitador e dinamizador de tarefas e todos os alunos conseguiram escapar “com vida” ao Vírus na EB 2,3 D. João II.

Professor Jorge Pereiros

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