Caos Com garra, Homens Com Piedade

Num momento de incertezas e preocupações eis que renasce do mundo de esperança dos jovens um laivo de imaginação que se concretizou na expressão de sentimentos e sentires em doces e sábias palavras. Partilhamos com todos vós, com imenso orgulho, um poema que nos foi oferecido por uma aluna do Agrupamento de Escolas da Bemposta e esperamos que este vos possa levar a vivenciar um momento de tranquilidade, paz e reflexão!

Caos Com garra, Homens Com Piedade

Sim, o mundo está um caos

Mas o caos do mundo não chega perto do caos que o mundo criou em mim

 

Pedaços de poluição em forma de maldosas palavras,

Entram em mim como balas de uma pistola carregada com ódio

Causadores de numerosos tsunamis que secaram a água dos meus glóbulos oculares

 

Os rios que me correm nos braços

Não aparentam tão azuis, tão vivos como foram…

Em seu lugar, parecem águas abandonadas após uma guerra interior,

Que fora impossível por mim vencer!

 

Mesmo que eu tente salvar o mundo,

Acabarei por morrer sem o problema resolver

Para que outros não morram como eu!

 

Porque o mundo não quer ser salvo.

Não precisa de ser salvo.

Não será salvo se salvas não forem as pessoas que querem salvar o mundo.

 

É isso! União entre pessoas de bem

Entre pessoas imunes aos insultos, ao palavreado, à tentação de deitar no chão a embalagem para livrar as mãos…

Precisamos de mãos livres! Mas limpas…

Tal e qual a consciência se pede

Abracem o caos mas não se tornem nele

Ajudem a salvar os que salvam o mundo,

Mas não destruam os restantes…

E o mundo? O mundo é vosso!

Mas vocês serão o mundo

Quando dele estiverem a salvo!

 

Quando houver mais respeito que oxigénio

Mais felicidade que dinheiro

E quando a paz prevalecer ao caos…

 

Até Lá, eu saio pela porta da minha varanda

Vejo o céu a cair-me em cima

Sufoca-me, quebra-me, arremessa-me contra o chão do qual jurava não passar…

Parto, com dó, por deixar um lugar que afirmava odiar!

Iulia Daria Pop (12º C)